Jonas é um típico garoto de 11 anos que vive em uma comunidade aparentemente perfeita. Há pouca dor e nenhum crime. As pessoas são educadas e todos pertencem a uma família solidária. No entanto, essa utopia tem um preço; não há escolhas, as emoções são proibidas e a vida na comunidade é ditada por regras estritas. Nesta sociedade, os Anciãos combinam os cônjuges e designam filhos a eles antes do nascimento. Todos são parecidos na cor da pele e no vestido. Todos na comunidade também recebem um trabalho.
Quando chega a hora de Jonas aprender seu trabalho, ele é escolhido para ser o novo Receptor. Esta é a pessoa que guarda todas as memórias do mundo para sua sociedade. Com o tempo, Jonas aprende sobre cor, natureza, beleza, prazer, amor e família. Bem como lembranças dolorosas de perda, solidão, pobreza, ferimentos, guerra e morte. O ex-receptor (o doador homônimo) explica que a comunidade é fundada no princípio da semelhança, que requer a consistência de um mundo sem emoção e memória para sobreviver. Ele acrescenta que essas memórias dão ao Receptor a verdadeira sabedoria necessária para guiar o comitê em todas as suas decisões.
Antes da resolução do romance, Jonas descobre como as pessoas da comunidade morrem e planeja uma fuga para que Gabe (uma criança de quem sua família cuida) não seja 'solto' (morto). Jonas quer dar todas as memórias que possui a todos, apesar dos avisos do Doador de que isso pode ter consequências devastadoras. Jonas fica chateado e sente que, sem lembranças, sua família e amigos vivem na ignorância.
Este plano de fuga leva Jonas e Gabe em uma jornada. Jonas luta com os pensamentos, sentimentos e emoções que o Doador compartilhou com ele, antes de chegarem a um lugar que estava na primeira memória recebida de Jonas. Na neve, Jonas e Gabe descem de trenó uma colina, felizes por um momento.