Em uma sexta-feira de novembro de 1869,Camilo ria de Rita, por ela ter ido consultar uma cartomante.
Disse-me ; 'A senhora gosta de uma pessoa ...', concordei que sim,ela declarou que eu tinha medo que você me esquecesse,mas que não era verdade.
Não diga isso, se soubesse como tenho andado,por sua causa.Não ria Camilo,não ria.
Ria ,ria.Os homens são assim,não acreditam em nada. Eu fui e ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu dissesse o que era.
Errou!
Camilo pegou-lhe nas mãos ,e olhou para ela sério e fixo.
Qual saber! tive muita cautela.
Aqui perto,não passava ninguém nessa ocasião.
Juro que lhe queria muito,e em todo o caso,quando tivesse algum receio,a melhor 'cartomante' sou eu!
Onde é a casa?
Tu crês deveras nessas cousas?
Bom,é imprudente andar por essas casas.Vilela podia sabê-lo,e depois..
Rita,sem saber traduzia Hamlet em vulgar.
Há muita cousa misteriosas e verdadeiras neste mundo.Se não acreditas paciência.Mas a cartomante adivinha tudo.
Separaram-se contentes,ele ainda mais que ela.Rita estava certa de ser amada,Camilo não só estava, mas via-a a estremecer e arriscar-se por ele.
A casa de encontro de Camilo e Rita era na antiga rua dos Barbonos ,onde morava uma comprovinciana de Rita. Após se verem,saíram de lá por lugares diferentes.
No princípio de 1869,voltou Vilela da província,onde casou com uma dama,abandonou a magistratura e veio abrir banca de advogado.Camilo arranjou-lhe uma casa. e foi a bordo recebêlo.
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