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Eu, Inês Pereira, aceito você Brás da Mata, como manda a Santa Igreja.
Quero sim!
Então, que assim seja! Eu, Brás da Mata, Aceito sua mão, Inês Pereira, por esposa. Como dita a Santa Igreja.
Inês, quer se casar comigo?
Pelo Deus de Abraão, Isaac e Jacó, está cumprido este matrimônio!
Após a cantoria de Inês:
Não há outro jeito se não esse minha querida!
Ainda perguntas? Mulher minha tem que ficar calada! Não vai falar com ninguém, ficará trancada e isolada nessa casa!
Você cantou, Inês? Espero que tenha sido a primeira e a última vez! Jamais torne a cantar!
Qual foi o meu pecado, marido?
Por quê ficaste tão bravo, marido?
Ah, sim!
Mas e depois que acabar o dinheiro?
Vou para guerra na África, vou promovido a cavaleiro, cuide para que Inês não saia daqui.
E o que hei de comer?
Aqui por perto tem umas figueiras, esfomeado, mata tua fome!
E o que lhe dei? Não basta?
Sai o escudeiro, e o moço diz a Inês:
Se ele te dá ao menos o que comer, sua praga será cumprir esta tarefa.
O que ele me ordenou não tenho coragem de fazer.
Eu vou me divertir e você vai ficar aqui trancada.
Fui escolher demais, e deu nisso! Espero que os mouros o matem! Se hei de ficar solteira, saberei escolher desta vez!
Três meses depois:
Quem bem tem e mal escolhe, por mais mal que venha, não se encolhe.