Os Lusíadas- Consílio dos Deuses

Os Lusíadas- Consílio dos Deuses

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  • Já no largo Oceano navegavam,AS inquietas ondas apartando;As marítimas águas consagradas, Que do gado de Proteu são cortadas.
  • Eternos moradores do luzente, Estelífero Polo e claro Assunto: se do grande valor da forte gente De Luso não perdeis o pensamento, deveis de ter sabido claramente como é dos Fados grandes certo intento que por ela se esqueçam os humanos De Assírios, Persas, Gregos e Romanos.
  • Já lhe foi concedido, Cum poder tão singelo e tão pequeno, tomar ao Mouro forte e guarnecido toda a terra que rega o Tejo ameno; pois contra o Castelhano tão temido Sempre alcançou favor do Céu sereno. Assi que sempre, enfim, com fama e glória, teve os troféus pendentes da vitória.
  • Agora vedes bem que, cometendo O duvidoso mar num lenho leve, Por vias nunca usadas, não temendo De África e Noto a força, a mais se atreve: Que, havendo tanto já que as partes vendo Onde o dia é comprido e onde breve, Inclinam seu propósito e onde nasce o dia. 
  • Prometido lhe está do Fado eterno, Cuja alta lei não pode ser quebrada, Que tenham longos tempos o governo Do mar que vê do Sol a roxa entrada. Nas águas tem passado o duro inverno; A gente vem perdida e trabalhada. Já parece bem feito que lhe seja Mostrada a nova terra que deseja.E, porque, como vistes, tem passados Na viagem tão ásperos perigos, Tantos climas e céus experimentados, Tanto furor de ventos inimigos, Que sejam, determino, agasalhados Nesta costa Africana como amigos; E, tendo guarnecido a lassa frota, Tornarão a seguir sua longa rota.
  • Esquecerão seus feitos no Oriente,Se lá passar a Lusitana gente.
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