O velho que lia romances de amor mostra três maneiras de viver na Amazônia: a dos Shuar, a dos colonos e a dos gringos. Nesta atividade, os alunos criam um storyboard em forma de tabela que compara como cada grupo se relaciona com a floresta: como caça, como usa a terra e o que pensa dos animais.
Antes de começar, dê à turma um contexto breve sobre o povo shuar real. Os Shuar são um povo indígena amazônico que vive hoje, sobretudo, nas províncias equatorianas de Morona Santiago e Zamora Chinchipe; sua língua é o shuar. Em 1964 fundaram a Federación Interprovincial de Centros Shuar, uma das primeiras organizações indígenas amazônicas a defender seus territórios diante da colonização, da mineração e da exploração de petróleo.
Lembre aos alunos que o romance é uma obra de ficção escrita por um autor que não é shuar. Peça que distingam entre o que o romance conta e o que sabemos sobre o povo shuar por fontes do próprio povo, e evite imagens exóticas ou sensacionalistas. Peça também que observem as palavras que os personagens usam para nomear os povos indígenas e comentem quais são pejorativas.
| GRUPO | RELAÇÃO COM A FLORESTA |
|---|---|
| Os Shuar | No romance, caçam apenas o necessário, conhecem as regras da floresta e ensinam Antonio José a sobreviver nela. Para eles, a floresta é o seu lar. |
| Os colonos | Chegam da serra com um plano de colonização e tentam desmatar a floresta para cultivar. Muitos fracassam; os garimpeiros a exploram sem cuidado. |
| Os gringos | Entram na floresta como caçadores ou turistas, sem conhecer nem respeitar suas regras. Um deles mata os filhotes da jaguatirica e desencadeia a tragédia. |
(Essas instruções são totalmente personalizáveis. Depois de clicar em "Copiar atividade", atualize as instruções na guia Editar da tarefa.)
Crie um storyboard que compare como os Shuar, os colonos e os gringos se relacionam com a floresta em O velho que lia romances de amor.
Antes de começar a comparação, lembre à turma que o romance é uma obra de ficção escrita por um autor que não é shuar. Faça duas colunas no quadro: o que o romance conta e o que sabemos sobre o povo shuar por fontes do próprio povo. As duas vão sendo preenchidas durante a atividade.
Na primeira aula, os alunos buscam dados sobre o povo shuar atual em fontes confiáveis: onde vive hoje (sobretudo em Morona Santiago e Zamora Chinchipe), sua língua e a Federación Interprovincial de Centros Shuar, fundada em 1964. Cada dado deve vir acompanhado de sua fonte.
Na segunda aula, os alunos completam a tabela com os Shuar, os colonos e os gringos tal como aparecem no romance: como caçam, como usam a terra e o que pensam dos animais. Cada linha precisa de uma cena concreta do texto.
Peça imagens respeitosas e baseadas no texto, sem fantasias, traços exagerados nem cenas sensacionalistas. Faça uma revisão rápida em duplas com uma pergunta norteadora: esta imagem mostraria com respeito uma pessoa shuar real?
Peça que anotem as palavras que os personagens usam para nomear os povos indígenas e que comentem quais são pejorativas e quem as usa. Encerre com uma discussão sobre o que essas palavras revelam de cada personagem.
Separe sempre o romance da realidade: é uma obra de ficção escrita por um autor que não é shuar. Complemente a leitura com fontes do próprio povo shuar e de organizações como a Federación Interprovincial de Centros Shuar, evite as imagens exóticas e fale dos Shuar no presente, como um povo que vive e se organiza hoje.
Planeje duas aulas de 50 minutos: uma de pesquisa sobre o povo shuar atual e outra para o storyboard e a discussão. É a atividade de encerramento do guia; por isso, convém fazê-la ao terminar o romance, quando os alunos já conhecem os três grupos comparados.
Use três critérios: a comparação usa exemplos do romance, o contexto sobre os Shuar vem de fontes confiáveis e citadas, e a representação é respeitosa e sem estereótipos. Dê ao terceiro critério o mesmo peso que aos outros dois: nesta atividade, a forma como um povo é representado faz parte do conteúdo.
Para quem está aprendendo espanhol, dê uma lista de fontes já selecionadas e um banco de palavras (pueblo indígena, territorio, colono, cazar, respetar). Muitos falantes de herança têm raízes na América Latina e podem trazer conexões com povos originários de sua região; ofereça essa opção sem exigi-la.
Algumas que geram boa discussão: Por que o prefeito culpa os Shuar sem provas? O que Antonio José aprende com os Shuar que não aprendeu como colono? Que palavras os personagens usam para nomear os povos indígenas e o que elas dizem de quem as usa? Peça respostas apoiadas no texto.